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Prevenção
É o melhor tratamento! São atitudes simples que previnem a instalação de doenças da boca como cárie, periodontite e outras.
Conheça algumas medidas preventivas:
Profilaxia e aplicação Tópica de Flúor
Através da profilaxia visamos remover toda a placa bacteriana aderida a superfície dental e com a fluoretação temos o objetivo de fortalecer a estrutura dental contra a cárie.
Técnicas de Escovação
Objetiva a remoção da placa bacteriana diariamente pelo próprio paciente.
Fio dental
Visa a remoção da placa bacteriana entre os dentes.
Periodontia
Periodontia ou periodontologia (peri: em volta de, Odonto: dente) é a ciência que estuda e trata as doenças do sistema de implantação e suporte dos dentes. Este aparelho é formado por osso alveolar, ligamento periodontal e cemento. As alterações patológicas do periodonto são chamadas doenças periodontais, como, placa bacteriana, gengivite, periodontite.
A função do periodonto é a inserção do dente ao tecido ósseo dos maxilares e conservar a superfície da mucosa mastigatória da cavidade bucal. O periodonto também é chamado de aparato de inserção ou de tecido suporte do dente e estabelece uma unidade funcional biológica e evolutiva que sofre modificações com a idade e com relação às modificações do meio bucal.
Histórico
As doenças gengivais e periodontais, em suas várias formas, têm afligido a espécie humana desde os primórdios da história. Pesquisas em paleopatologia têm sido indicado que a doença periodontal destrutiva, evidenciada pela perda óssea, afetou os primeiros humanos em diversas culturas, tais como o antigo Egito e a primitiva América Pré-colombiana. Os registros históricos mais antigos que tratam de temas médicos revelam consciência da doença peridontal e a necessidade de tratamento. Quase todos os primeiros escritos preservados possuem seções e capítulos referentes a doenças orais e problemas periodontais tomando um espaço significativo nestes documentos. A relação entre o tártaro e a doença periodontal era considerada e a doença sistêmica subjacente era freqüentemente postulada como a causa dos distúbios periodontais. Entretanto, discussões terapeuticas, metódicas e cuidadosamente ponderadas não existiam até os tratados árabes sobre cirurgia na Idade Média e o tratamento moderno com textos ilustrados e instrumentais sofisticados não se desenvolveu até a época de Pierre Fauchard, no século XVIII.
Doença Periodontal
Placa bacteriana:
Entre a gengiva, gengiva livre, e o dente há um espaço reduzido (cerca de 1 a 3 milímetros de profundidade) onde se aloja a placa bacteriana. Esta placa é um biofilme aderido à superfície do dente que é melhor removido sob ação mecânica - escovação e uso de fio dental e escovas interdentais. A massa bacteriana aumenta com o contínuo crescimento da aderência de organismos, com a adesão de novas bactérias, e com a síntese de polímeros extracelulares.
Com o aumento da espessura, a difusão dentro e fora do biofilme começa a tornar-se mais e mais difícil. Como resultado da rápida utilização do oxigénio pelas bactérias superficiais depositadas e da pobre difusão através da matriz do biofilme desenvolve-se um gradiente de oxigénio.O oxigénio é um determinante ecológico importante já que as bactérias variam em suas habilidades de crescer e multiplicar a diferentes níveis de oxigénio.
Produtos de dieta dissolvidos na saliva são uma importante fonte de nutrientes para as bactérias da placa abaixo da linha da gengiva. Os resíduos do metabolismo destas bactérias e as próprias bactérias acabam por afetar a gengiva, causando uma inflamação. A esta inflamação damos o nome de gengivite.
Uma vez estabelecida a gengivite e sem que haja a interferência na contínua formação da placa bacteriana, (controle mecânico da placa) pode se desenvolver um quadro de Periodontite.
Periodontite:
A periodontite é uma inflamação que vai além da gengiva alcançando o tecido ósseo subjacente, o ligamento periodontal e o cemento radicular formando a bolsa periodontal; ou seja um espaço entre a gengiva e o dente maiores que 3 milímetros de profundidade, e acarretando em perda óssea. Muitas bactérias encontradas em bolsas periodontais produzem enzimas hidrolíticas com as quais podem quebrar macromoléculas complexas do hospedeiro em simples peptídeos e aminoácidos. Estas enzimas podem ser a maior causa do processo destrutivo dos tecidos periodontais. E uma vez destruído o osso e principalmente o ligamento periodontal dificilmente vamos conseguir a regeneração destes tecidos.
Este processo inflamatório é acompanhado de um processo imune, ambos atuam no tecido gengival afim de proteger o homem contra o ataque microbiano e prevenir que estes avancem ou invadam os tecidos, em alguns casos estas reações de defesa do hospedeiro podem ser prejudiciais ao próprio hospedeiro podendo danificar células e estruturas do tecido conjuntivo adjacente. Assim as reações inflamatória e imune podem estender-se em profundidade sob a base da bolsa no tecido conjuntivo, podendo envolver o osso alveolar neste processo destrutivo. Este processo “defensivo” pode paradoxalmente explicar muitas das injúrias teciduais observadas na gengivite e periodontite.
A consequência da periodontite, quando deixada sem tratamento, pode ser a perda do elemento dental, mobilidade dental, sensibilidade dental, abscessos, espaços aumentados (diastemas) entre os dentes, modificação na estética do sorriso, e várias consequências com relação à oclusão.
Cirurgia bucal
A cirurgia oral ou bucal envolve vários procedimentos cirúrgicos dos tecidos moles e ossos, sendo geralmente realizados sob anestesia local.
As cirurgias orais mais comuns são:
Exodontias(extrações),principalmente dentes do siso
Cirurgias pré-protéticas
Cirurgia para tração ortodontica
Biópsia(em casos de lesões à esclarecer)
Frenectomia
Casos:
01.Dente com raiz dilacerada (torta).
02.Dentes inclusos e impactados.
Endodontia
Endodontia é a especialidade da odontologia responsável pelo estudo da polpa dentária, de todo o sistema de canais radiculares e dos tecidos periapicais, bem como das doenças que os afligem. Em casos de alterações por cárie, fraturas dentárias, trauma dentário, trauma ortodôntico, lesões endo-periodontais, necessidades protéticas e outras patologias endodônticas, o tratamento endodôntico (ou o tratamento de canal) está indicado, visando a manutenção do dente na cavidade bucal, e a saúde dos tecidos periapicais. A polpa dentária é um tecido conjuntivo especializado, localizado no interior do dente, que está interligada de tal modo com o tecido duro que a enclausura (a dentina) que é comum os especialistas a designarem de complexo dentina-polpa. Ela é constituída por um tecido colaginoso frouxo; que embebe artérias, veias, nervos, células de defesa, fibroblastos, odontoblastos e células desdiferenciadas, e sua função primordial é tornar o órgão dentário reativo a estímulos (como agressões e mudanças de temperatura). No corpo humano não existe a condição de isolamento de nenhum dos tecidos do corpo. A polpa radicular se é coberta por uma camada denominada cemento, que é sustentada e liga através do forame apical, dos tubulos dentinarios e canais laterais interligada ao "Periodonto de sustentação, que são as estruturas que mantém o dente no seu alvéolo, dentre as quais, relaciona-se diretamente com o ligamento periodontal e o osso alveolar.
Esboço extremamente simplificado das etapas de um tratamento endodôntico.
Tratamento endodôntico
O tratamento endodôntico consiste em variadas manobras técnicas que visam reestabelecer a normalidade dos tecidos dentais, ou pelo menos manter a estrutura dura em seu alvéolo sem presença de inflamação ou infecção. Por isso, o tratamento de Canal é apenas uma parte deste, em que baseia-se em remover todo o tecido, vivo ou não, da câmara pulpar e do sistema de canais radiculares presente nas raízes selando-os em seguida.
A Especialidade
Endodontista é o nome que se dá ao profissional pós-graduado em endodontia. O curso varia de 12 a 24 meses.Os cursos de atualização não garantem o título ao dentista. Hoje é a especialidade na área de odontologia com o maior numero de profissionais.
Casos:
01A.Dente com lesão apical.
01B.Dente com lesão apical em reparação após retratamento endodôntico.
02A.Fistula por problema endodôntico.
02B.Instrumento endodontico fraturado.
02C.Após remocão do instrumento fraturado e tratamento endodôntico.
03A.Dente com tratamento endodontico adequado.
03B.Dente com tratamento endodôntico inadequado.
Cirurgia ortognática
Cirurgia ortognática é o nome genérico de um procedimento cirúrgico odontológico que visa reestabelecer um padrão facial normal em pacientes adultos que apresentam um desenvolvimento ósseo facial fora do ideal. O tratamento com a cirurgia ortognática é um procedimento que engloba, sempre, a associação de um tratamento ortodôntico com um cirúrgico para propiciar melhorias estéticas e funcionais na face dos pacientes que a procuram.
Quando o crescimento dos ossos da face se dá fora dos padrões ideais anatômicos, pode ser corrigido pelo ortodontista (até aproximadamente os dezesseis anos de idade). Em adultos, que consequentemente não apresentam mais crescimento ósseo facial, usa-se a alternativa, em casos graves, de reposicionar os ossos da face cirurgicamente.A cirurgia ortognática está indicada para pacientes com desarmonias esqueléticas e dentárias, cuja solução não pode ser propiciada apenas pelo tratamento ortodôntico – pois há um excesso ou falta de crescimento das bases ósseas da face. A cirurgia é indicada para pacientes com retrognatismo ou prognatismo mandibular, que consistem, respectivamente, na retrusão ou protrusão da mandíbula. Outros pacientes podem apresentar também problemas de crescimento na maxila ou até associados na maxila e mandíbula.
Para a decisão entre tratamento ortodôntico corretivo ou cirurgia ortognática (que necessita de preparo ortodôntico prévio e posterior), avalia-se o crescimento ósseo facial através de diversas análises cefalométricas (medidas da face e crânio). Dependendo dos valores obtidos pode-se optar por um ou outro tipo de tratamento, cada um com suas vantagens e desvantagens.
Toda pessoa que possui uma desarmonia esquelética facial apresenta um mau relacionamento dos dentes, pois, nesses casos, os dentes adquirem uma posição que camufla, parcialmente, o problema ósseo. Por exemplo, uma pessoa que tenha a mandíbula 1 cm maior que o normal, normalmente tem os dentes inferiores inclinados em direção à língua a ponto de a distância entre os dentes superiores e inferiores ficarem bem menores do que seriam - caso os dentes estivessem bem posicionados. Esse posicionamento errado dos dentes acaba mascarando o problema esquelético e seus impactos na mastigação e na estética da face.
O tratamento convencional desse tipo de situação implica um tratamento ortodôntico prévio a uma cirurgia ortognática. A duração do tratamento ortodôntico prévio à cirurgia é de cerca de 1 ano e meio, e durante esse período os dentes têm sua posição corrigida para viabilizar a realização da cirurgia ortognática. Após o procedimento cirúrgico, o tratamento ortodôntico continua por um período que varia de caso para caso. Uma das maiores restrições do procedimento é que o tratamento ortodôntico prévio à cirurgia agrava as características estéticas dos pacientes, muitas vezes de forma intensa. Essa abordagem é utilizada em todo o mundo e limita o acesso de muitas pessoas ao tratamento, pois parte dos pacientes simplesmente não quer ou não pode piorar o problema que já os incomoda intensamente. Além disso, muitos que se submetem ao tratamento vêem sua qualidade de vida diminuir consideravelmente pela piora na aparência facial.
O tratamento convencional piora a estética facial porque a ortodontia, antes da cirurgia, desfaz a camuflagem dentária que existia ao movimentar os dentes de forma a ficarem na posição correta. O que acontece é que essa posição correta está em conformidade com os ossos faciais que estão mal posicionados, e isso torna a desarmonia esquelética mais evidente.
Em uma nova técnica, desenvolvida em 2005, a cirurgia é feita pouco depois de instalado o aparelho na boca e os grandes benefícios do tratamento são antecipados para o seu início. Essa característica dá nome à técnica: cirurgia de benefício antecipado. Outra vantagem para o paciente é que o tempo total de tratamento cai cerca de 40 a 50% do tempo total estimado para o tratamento convencional, resultando em custos menores e menor incômodo.
Essa nova abordagem tornou-se possível devido à incorporação de novas tecnologias disponíveis para o tratamento ortodôntico. A cirurgia continua a ser feita por um cirurgião bucomaxilofacial e existem poucas diferenças em relação à operação tradicional. Ao início do tratamento, o aparelho ortodôntico é instalado e a cirurgia é realizada – sem a ortodontia prévia que piora a estética do paciente. O objetivo da cirurgia é corrigir as bases ósseas, melhorar a estética facial e instalar implantes temporários – miniplacas – para permitir que o ortodontista corrija as posições dentárias no pós-cirúrgico. Após a cirurgia, o paciente continua o tratamento ortodôntico para correção da má oclusão.
Casos:
01.Caso 1:
02.Caso 2.
03.Caso 3.
04.Caso 4.
Articulação temporomandibular
A articulação temporomandibular é a articulação da mandíbula com o crânio, especificamente o processo côndilar da mandíbula com o osso temporal. Note que a grafia têmporo-mandibular é errada, embora frequente.
A simetria ditada pela ATM tem que ser constante. Unida com as articulações da coluna cervical e cintura escapular, a ATM trasforma-se em um perceptível péndulo, consequentemente sua distonia provocará distúrbios posturas diretos na coluna cervical e na cintura escapular, promovendo assim, alterações posturais que podem acometer a coluna lombar e os membros inferiores. Não existe sequer exatas confirmações científicas de que a disfunção da ATM pode levar a tal disfunção postural de lombar para baixo, mas muitos estudos na área da saúde demonstraram alguns pacientes com tais alterações posturais e possuiam uma disfunção temporomandibular.
Importância médica
As articulações temporomandibulares com freqüência apresentam defeitos em seu funcionamento normal, gerando a condição conhecida como disfunção temporomandibular. Tal situação é vista pela Odontologia, Fisioterapia e Fonoaudiologia, a última principalmente.
Estas articulações também são freqüentemente atingidas nos Traumatismos de face, como os que ocorrem nos acidentes automobilísticos, sendo nestes casos manejadas pela Traumatologia.
Ortodontia
A Ortodontia é a especialidade da Odontologia relacionada ao estudo, prevenção e tratamento dos problemas de crescimento, desenvolvimento e amadurecimento da face, dos arcos dentários e da mordida, ou seja, disfunções dento-faciais.
Formação
O Especialista em Ortodontia, após sua graduação em Odontologia, para ter a especialização reconhecida e poder atuar com competência na área, deve cursar regularmente especialização lato senso (especialização propriamente dita) e/ou strito senso (mestrado e doutorado), onde aprenderá sobre crescimento e desenvolvimento da face, anatomia facial, biogênese da oclusão, etiologia (causas) da má-oclusão, e tratamentos preventivo, interceptivo e corretivo.
Casos:
01.Caso 1:
Traumatologia
Traumatologia trata as fraturas dentro-faciais e dos ossos da face. Trauma dos tecidos moles da face, geralmente em pacientes vítimas de acidentes ou agressões.
Disfunção temporomandibular e dor orofacial
Disfunção temporomandibular e dor orofacial é uma área recente da odontologia, que trata das alterações patológicas da articulação temporomandibular (ATM), e das dores do processo estomatognático e faciais. As DTMs (disfunções temporomandibulares) são alterações patológicas relacionadas à articulação temporomandibular (ATM), que articula o crânio e a mandíbula podendo ser tanto da parte muscular mastigatória, ligamentar e nervosa, na região buço-facial ou cervical. Estas articulações funcionam em dupla. Pode ter como consequência dores de cabeça ou pescoço, ruídos articulares (estalos), zumbidos ou plenitude no ouvido, limitação de abertura bucal, desgaste nos dentes e dificuldades na mastigação. De etiologia ainda não definida, acredita-se que o stress seja o principal desencadeante, além de hábitos deletéricos de bruxismo, trauma na região da cabeça e pescoço, má-postura e má-oclusão.
Estética e restauração
São procedimentos que visam restabelecer o sorriso harmônico, sem a perda da função. Pode envolver todas as áreas da odontologia. Nossa clínica está apta a oferecer tratamento estético em todas elas.
Casos:
01.Clareamento:
02.Restaurações estéticas:
03.Próteses e implantes:
04.Tratamento ortodôntico:
05.Cirurgia ortognática:
06.Piercing dental:
Próteses e implantes
Os implantes estão indicados para pacientes que perderam um ou mais elementos dentários. São estruturas de titânio que integram-se ao osso podendo suportar uma prótese, reabilitando estética e funcionalmente o paciente.
Casos:
X
1º período: Da pré-história até o ano 1000
O ambiente de trabalho está intimamente ligado aos tempos e ao grau de desenvolvimento da época em que a atividade é exercida. Uma vez que o próprio homem iniciou a sua existência ao livre, e foi aí também que tiveram início as suas primeiras ocupações, seus ofícios, ou melhor, suas profissões, termo que naquele momento, seria demasiadamente pretensioso e até mesmo inexato. Isto ocorreu também na Odontologia.
Quando voltamos ao passado em busca das origens da Odontologia,não encontramos a linguagem direta e efetiva de antigos textos remontando os longínquos séculos; por dedução, quem nos fala são as pedras, as inscrições gravadas, que foram despertas pelas escavações. A escrita inventada pelos Sumérios, no início de estilo pictográfico e depois cuneiforme, feita em tábuas de argila cozida que se conservaram com o passar dos séculos, foi a fase inicial do processo de civilização que aí começava a realizar-se e mediante a qual a humanidade entrava na história. Posteriormente, a escrita cuneiforme foi substituída pela araméia, cujo alfabeto, tomado dos fenícios, escrevia-se a tinta em pergaminho ou em papiro.
Curiosidade
Segundo os antigos, o sol curava todas as enfermidades, inclusive as afecções dentárias. Também os gregos primitivos adoravam o sol, sendo Apolo, o deus Sol, sua divindade. Na igreja Católica, Polônia, ou Santa Apolônia é a imagem à qual se rende tributo para as dores dentárias. E uma analogia muito sugestiva nos chama a atenção entre o culto a Apolo e a história de Santa Apolônia, de quem se conta foram quebrados todos os dentes com pedras afiadas, na Alexandria pagãs; o dia instruído para o culto foi 09/02, e 11/02 para o de Apolo. Possivelmente a história de Santa Apolônia nada mais é de que uma forma de culto a Apolo, por ser um deus pagão, criaram uma Santa para aclamar com seu nome (Apolonia) em uma virgem cristã martirizada no século III d.C. (ano 248) em Alexandria, durante o reinado de Felipe, o Árabe .
2º período: Odontologia da Idade média e os Árabes - 1000 a 1728
Em 1363, Guy de Chauliac, cirurgião-dentista em Avignon, introduziu a primeira vez a o termo "dentista", e adotou a ligadura intermaxilar nas fraturas; recomendava que fossem os "dentistas" a remover os dentes. O manuscrito médico inglês mais antigo foi o "Guy de Chauliac's surgery", de 1460.
A figura dos "tiradentes" continua típica até 1700, trabalhando nas praças dos mercados, uma multidão de curiosos e um público que não é dificil adivinhar, ou seja, do tipo animado, caloroso, e sonoro.
Três tipos de fórceps podem ser distinguidos na história da evolução dos mesmos: um remotíssimo, que não se adaptava ao colo do dente pela ausência de adaptação anatômica de suas garras; um intermediário esquecido e suplantado por outros instrumentos; e mais recente, anatômico, coincidindo com o renascimento da Odontologia em seu todo. A verdadeira ressurreição da Odontologia identifica-se em 1700. O segundo tipo evidentemente foi inspirado na tenaz comum: as garras são abertas em anel com as pontas em justaposição, sendo utilizado durante séculos, com poucas modificações, nas obras de Walter Hermann Ryff (Strasburg, 1545), Jacques Guillemeau (França, 1594), Peter Lowe (1597); tipo idêntico ao Guillemeau, Johannes Scultetus (Alemanha, 1646), etc. O terceiro, inicialmente de forma reta, para as raízes e fragmentos dentários, cuja derivação é patente de Abulcasis, repete a comparação deste com o bico da cegonha.
Em torno de 1700 a exodontia enriqueceu-se de novos instrumentos, pela pouca praticidade dos botições que, desprovidos de garras anatômicas, freqüêntemente provocavam fratura das coroas dentárias. O "pelicano" foi denomindado e descrito por Giovanni d'Arcoli (1450 - 1524). Tal instrumento não correspondia de forma adequada, e enormes eram os perigos da exodontia. Ambroise Paré (1510 - 1590) afirmou que: "verdadeiramente é preciso ser muito hábil no emprego destes pelicanos, porque se não se sabe bem ajeitar-se, fácil é errar chegando a puxar fora ca boca três dentes de uma vez, deixando no lugar o cariado do doente. Segundo Weinberger, em 1542 Ambroise Paré relembrou o antigo método da compressão do tronco do nervo para produzir anestesia local e menciona transplante, obturação e fixação dos dentes com ouro. O "pelicano" foi o primeiro fórceps, definido por Casotti como "o mais formidável, emotivo instrumento da antiga cirurgia dentária, esquisito e fantástico", que por quatro séculos, isto é, até 1800 dominou as extrações dentárias. As características morfológicas do "pelicano" são:
constituído por uma haste metálica principal, que de um lado funciona como cabo e no outro extremo termina em uma parte redonda e entalhada, com função de apoio.
O instrumento é horizontal, adquirindo a forma de "y" quando aberto.
A parte redonda e entalhada era apoiada vestibularmente sobre o maxilar (revestido por uma pele ou tecido), ou dois dentes mesialmente àquele a ser extraído, aplicando-se o gancho neste dente, contra o colo; com o apoio e fulcro na porção redonda aplicava-se um enérgico golpeem direção mesial sobre o cabo, impedindo o gancho para fora, levando o dente consigo.
Como característica principal do "pelicano" e da técnica de utilização é que o apoio - fulcro não era realizado no mesmo dente a ser extraído e por isso a movimentação do braço o obviamente era horizontal. As primeiras modificações ocorreram na parte redonda, tornando-a semi-lunar convexa, entalhada ou obtusa; posteriormente com: Francisco Martinez (Espanha, 1557) e Woodal (1617) semilunar côncava entalhada, Ferrara (1627) semilunar côncava com três pontas, René J. C. de Garengeor (França, 1725) semilunar lisa, e assim por diante.[1]
Como tentativa em relação ao aperfeiçoamento do "pelicano" procurava-se simplificá-lo para torná-lo mais prático.[1] Assim, Giovanni Andre Della Croce (1514 - 1575), ilustre cirurgião de Veneza dedicou-se particularmente ao instrumental cirúrgico, deixando-nos em sua obra "Chirugia universalis opus absolutum" (1596), considerada texto clássico, a descrição pormenorizada do instrumental contemporâneo e daquele introdutório por ele; neste tratado surge pela primeira vez um "pelicano" extremamente simplificado.[1] Este instrumento, deretamente derivado do "pelicano" é o protótipo do famoso "levriero" que foi utilizado juntamente com o "pelicano" durante vários séculos, constituindo a forma intermediária da passagem para a "chave inglesa" ou "chave de Garengeot".
Um dentista com prata fórceps e um colar de grandes dentes, a extração dos dentes de um homem sentado. (Inglaterra (Londres), 1360-1375 Linguagem: latim.
3º período: De Fauchard à descoberta do trépano a pedal - 1728 a 1871
Claude Mouton, em 1746, publicou o primeiro trabalho relacionado à prótese, descrevendo a confecção de faceta em ouro para esmalte em dentes anteriores, e o uso de grampos para próteses parciais
Em 1754, Lecluse idealizou uma alavança especial para extração dos terceiros molares inferiores.
A profissão evoluiu em vários setores, sendo que em 1756, Philip Pfaff publicou o primeiro livro da Odontologia alemã, onde ensinava o preparo de modelos de gesso, após a moldagem, para confecção da prótese dentária; esse profissional praticou o capeamento pulpar. Próximo ao final do século, surgiu uma inovação, a dos dentes em porcelana.
Em 1788 Nicolas Dubois De Chémant, removendo uma prótese construída com dentes humanos sobre uma base de hipopótamo, observou um cheiro insuportavel que contaminou todo o ambiente; assim teve a idéia de confeccionar uma prótese com material inalterável, embora embora encontrasse dificuldade pela contração da porcelana durante o cozimento.[2] Em 1794, John Greenwood começou a usar a primeira coroa de porcelana, e em 1840 apareceram as primeiras coroas de porcelana a pino, para montar sobre a raiz.
Difundindo-se costume do atendimento na residência do dentista, logo surgiram os primeiros consultórios montados com certa funcionalidade e racionalismo.
A definição do consultório coincidiu com as primeiras cadeiras expressamente fabricadas para esta finalidade. A mais antiga, talvez em todo o mundo, foi a utilizada nos Estados Unidos por Josiah Flagg, de 1790 a 1812. Além de fixo e almofadado para a cabeça, possuía duas gavetas para os instrumentos, sob o assento e sob o apoio de braços do lado direito; era inteiramente de nogueira, e a iluminação provinda da janela, em cuja direção estava colocada a cadeira. Esse profissional começou a praticar a Odontologia em Boston, em 1783.
Em 1810, temos poltronas mais confortáveis com uma bandeja acoplada.
As técnicas e métodos de higienização sofreram modificações ao longo do tempo, sendo que podemos encontrar atualmente uma infinidade de escovas, dentifrícios, fios e fitas dentais. além de outros meios auxiliares de higiene bucal, com cada característica e indicações próprias a cada paciente.
4º período: Do trépano a pedal à Alta-rotação - 1871 a 1956
Em 1872 a S. S. White Company colocou no mercado o primeiro motor elétrico, que havia sido inventado por Geoge Green, abrindo caminho para um grande desenvolvimento em todos os países. Apenas no final de 1800 C. Edmund Kells introduziu a eletricidade em seu consultório.
Embora a primeira cadeira odontológica totalmente metálica temha sido fabricada em 1871, ainda em 1884 a história nos mostra cadeira e armário em madeira.
Após a descoberta de Koller em 1884, da anestesia tópica da cocaína, a anestesia local foi pouco substituída a anestegia geral em Odontologia, dando início à anestesia local contemporânea, utilizando a procaína.
Em 1892 surgiu uma cadeira odontológica completamente inovadora, a de Wilkerson, cujos movimentos antes realizados por manivelas passaram a ser feitos por alavancas.
Devido à necessidade de manter o paciente com a boca aberta por longo períodos de tempo, especialmente nas restaurações com ouro e nos tratamentos endodônticos, devido ao emprego do dique de borracha, idealizou-se um aparelho para sucção de saliva, acionado pela passagem de corrente de água, este tornou possível o moderno sugador de saliva, que foi finalmente introduzido em 1882.
5º período: As especialidades - Prevenção, Implante, Odontologia Social - 1956 a 2000
Em 1956, o sueco Ivor Norlén patenteou nos Estados Unidos a turbina a ar, que atingia velocidade de 70.000 rpm. A peça de mão de Page-Chayes, introduzida em 1958, foi a primeira peça angulada para funcionar com sucesso acima de 10.000 rpm. A S. S. White Company introduziu o Borden Airotor, em 1957, a primeira peça de mão a ar de sucesso clínico que atingia a velocidade de 300.000 rpm. Desde então, as peças de mão sofreram ligeiras modificações, com todos os novos modelos utilizando uma pequena turbina dirigida diretamente por ar comprimido. Um pequeno mas significante ocorreu na década de 1970 quando, através da utilização dos componentes de fibra ótica construídos no interior da peça de mão, a luz poderia ser colocada na área de trabalho (boca do paciente).
A década de 1960 introduziu a variante do trabalho sentado, com algumas modificações na cadeira odontológica, porém o paciente continuava reclinado na mesma. Em 1970 surgiram os novos conceitos de "design" dos consultórios odontológicos americanos; em função do tipo de trabalho do profissional do tipo de equipamento que pretende e necessita utilizar, como também da característica da construção.
A prática das profissões da saúde foi orientada desde o início, no sentido do diagnóstico e tratamento das enfermidades. A expressão "arte de curar", freqüentemente atribuída à profissão médica, traduz bem a orientação "curativa" com que a profissão surgiu. Passou-se a utilizar o termo como Medicina Preventiva, em oposição à curativa. Também em Odontologia usamos as expressões preventivas e curativas. Em gênese, a Odontologia teve a orientação predominantemente curativa e reparadora. Aos poucos, as idéias e princípios básicos de Odontologia Preventiva foram incorporados e recebem ênfase nos cursos de formação profissional. Porém, existe uma só Odontologia: a melhor que puder ser praticada num dado momento da evolução da doença. Prevenção e tratamento formam um todo contínuo. O tratamento oportuno e eficiente é uma forma de prevenir complicações e seqüelas. O conceito amplo de prevenção é o único compatível com uma prática profissional de padrão elevado, seja clínica particular, seja em serviços público.
Como a placa bacteriana é responsável pela instalação da cárie e doença periodontal, torna-as imperioso conhecer os métodos de controle da mesma, promovendo-se prevenção dessas doenças. É muito importante que as pessoas leigas conheçam como essas doenças se instalam e evoluem, para que sintam-se motivadas a controlá-las. Os profissionais devem conhecer e utilizar medidas e substâncias preventivas. Assim sendo, é necessário estabelecer técnicas de higienização adequadas a cada paciente, uma dieta controlada e balanceada, e a utilização de flúor e selantes.
Influência Alimentar na Formação e Saúde dos Dentes
Para a boa formação e saúde dos dentes é preciso manter uma ótima higiene oral. Além disso, existe a influência alimentar que pode ajudar a manter os dentes saudáveis.
Cálcio é um elemento fundamental não só para os ossos, mas para dentes saudáveis também. Boas fontes de cálcio são leite, iogurte, queijos, peixes ósseos, repolho, legumes e brócolis. Como o organismo utiliza a vitamina D para absorver o cálcio, é importante que a criança seja exposta de forma saudável (sem exageros) ao sol.
Além do cálcio, fósforo, magnésio e beta-caroteno são importantes para dentes saudáveis.
Fontes de fósforo: Carnes, frango, peixe, ovos e leite.
Fontes de magnésio: Legumes, nozes, alimentos de grãos integrais, frutos do mar e verduras.
Fontes de beta-caroteno: cenoura, batata doce, brócolis e espinafre
Tem sido descoberto que certos tipos de queijo, como o cheddar, poderiam auxiliar a saúde dos dentes se comidos logo depois de alimentos potencialmente nocivos ao dente.
Deve-se também evitar, ou comer com moderação, alimentos que grudam nos dentes como doces.